sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

HISTÓRIAS INFANTIS


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Livro A Viagem Da Sementinha







Galinha Ruiva




































O Peixe e a Concha - uma linda história de Verão..


Bem no fundo de um lago nadava um peixinho entre as algas.Frequentemente se demorava muito num mesmo lugar, e abanava vagarosamente suas barbatanas. Bem próximo a ele arrastava-se lentamente uma concha sobre o chão arenoso. Através da turva luz parecia ser uma pedra que ali estava. O peixinho agitou sua cauda , observou a dura concha por todos os lados, e não compreendia como uma pedra podia passear pois não havia percebido ainda os pequenos pezinhos na parte de baixo da concha, onde se distinguia uma aberturazinha. E assim a concha continuava se arrastando... De repente o peixinho percebeu uma pequena fresta, e nadando para lá, procurou enxergar lá dentro. Mas...a abertura fechou-se !
-"Ah ! - pensou o peixinho - lá dentro mora alguém que certamente tem medo de mim ! Vou chamá-lo !"
Nadou em torno de toda a concha e disse : " Ei ! você aí de dentro...saia ! Eu não te mordo , não !"
A concha murmurou bem baixinho : " Por que devo sair ? Aqui me agrada muito mais ...!"
-"Saia assim mesmo ! Eu desejo olhar a tua bela nadadeira !"
-"Eu não tenho nenhuma nadadeira ...!" murmurou a concha.
Mas o peixinho não dava sossego, tinha uma vontade enorme de descerrar a concha. Então falou : -"Saia para fora você poderá se alegrar com minhas escamas cintilantes...!"
-" Eu nem siquer tenho olhos...", respondeu a concha.
Irritado o peixinho nadou em volta dela e falou : -" No quê devo acreditar ? Você não tem cauda, nem escamas,nem olhos...Tem apenas ambas as cascas cheias de pele ?"
-" Eu, tenho o sonho aquático..." falou baixino a concha. E este não troco nem por suas escamas , e nem pela sua cauda...!"
-"Oh! Então conte-me ", pediu o peixinho.
A concha disse: -" Contar eu não posso. Cada dia eu pinto o sonho nas paredes da minha casca. Por isto eu quero lhe mostrar algo...mas depois, deixe-me em paz !"

Cuidadosamente a concha abriu a sua fresta e o peixinho viu em seu interior estranhas cores brilharem : vermelho, azul, verde, violeta...era um oculto brilho cintilante.
-"Oh...! É como o arco-íris nas cachoeiras...!" disse ele.
Mas a concha fechou-se novamente tão silenciosamente quanto abriu...
Em seguida ela deitou-se bem a seu lado e lá permaneceu sem se movimentar.

O peixinho, bem próximo, sentia como entrava e saia água da concha..."o sonho aquático !"...
Ainda por algum tempo ele ficou perto da concha, que externamente parecia arenosa e cinzenta, mas que interiormente escondia o mais belo milagre que já se viu.
( Jacob Streit - Coletânea Waldorf)






O Jardim

Era uma vez um jardim.
Não era um jardim qualquer.
Era um jardim diferente.
Nele ao invés de flores, nasciam letrinhas. Muitas letrinhas.
Todas muito vivas e alegres. Todas, não. Nem todas...
Haviam um grupo de letrinhas que estavam muito tristes. Elas passavam o tempo todo num cantinho do jardim de cabeça baixa e com muita vergonha de olhar os amigos.
Essas três letrinhas não conversavam entre si e nem com as outras letras.
Foi então que a letra A, muito faceira, rebolando-se toda, foi até elas e sem perda de tempo, perguntou:
_Porque essa tristeza, vocês não são felizes?
O B se aproximou e disse:
_Isso mesmo. Porque tanta tristeza?
O C que ouviu tudo respondeu:
_Acho que eles não querem ser nossos amigos...
Foi então que o D se aproximou junto com o E, e disse:
_Deixa eles. Se não querem conversar, vamos respeitar.
_É, disse o E. Vamos então pular com o G.
O G de mãos dadas com o H foi logo dizendo:
_Eu, por mim, não me importo. Somos muito felizes, não é H?
O J foi logo se justificando:
_Eu poderia estar aqui de mãos dadas com o I, mas ele está lá, muito triste e ninguém sabe o porque.
O K e o L, também não sabiam o porque do seu amigo M não querer brincar com eles e só balançaram a cabeça desconsolados.
O N, o O e o P se atreveram a perguntar:
_Vamos amigos, falem.
_Digam por que...
_ É, digam o por que dessa tristeza.
O Q só se aproximou e disse:
_ Que coisa... Que coisa!
O R e o S, disseram em conjunto:
_ Sorriam. Vocês estão sendo filmados.
A brincadeira não deu certo. As três letrinhas ficaram ainda mais tristes.
O T, indignado falou:
Basta, gente. Vamos respeitar nossos amigos, eles não querem falar.
O U e o V, que eram bastante parecidos, chegaram pulando com as duas pernas para cima. Eles eram malabaristas e gostavam disso.
_ Vamos, amigos! Conte-nos qual o motivo de tanta tristeza?
E olhando para o X, o Y e o Z, foi logo chamando:
_ Venham, amigos. Quem sabe eles falam o que está acontecendo, quando estivermos todos reunidos.
Foi ai que ouviram uma voz muito baixa que dizia:
_Esperem por mim. Esperem por mim. Era o W.
_Iam esquecendo de mim?
Todos olharam, mas ninguém escutou mais nada pois o F começou a chorar.
_ Calma, amigo. Calma. Não chore, nos conte apenas o que está acontecendo. Faou o A.
O M apenas balançou a cabeça e o I muito magrinho e quase sem forças começou a falar:
_O F acha que nós três juntos formamos uma palavra muito triste, portanto não podemos ser alegres.
Que bobagem, gritou o A. Que palavra é essa, afinal?
_ É a palavra FIM, disse o M.
Foi então que o F, secando suas lágrimas com um lencinho muito pequeno, disse:
_ Pois é amigos. Que palavra triste é essa. Não tenho nem coragem de repetir.
_ Que bobagem, disse o B.
_ Não é, não. Disse o F. Ouçam só . E fez uma lista: Fim de namoro. Fim de carnaval. Fim de ano. Fim do mundo... Tudo acaba com a palavra FIM.
O A que era sempre muito alegre e que vivia tirando experiências positivas de tudo, foi logo dizendo:
Meu amigo F, você está enganado. A palavra FIM pode ser tão alegre, quanto qualquer outra, ou até mais. Escuta. E foi fazendo sua lista: Fim da doença. Fim da prova. Fim da fome. Fim da miséria. Fim dos roubos. Fim do Inverno (para quem não gosta). Fim das guerras...
Foi então que o F, olhou para o I e para o M e repetiu pausadamente:
_ Fim...das...Guerras! Que bonito isso!
Acho que formamos um belo trio. Gostei.
O F deu a mão aos amigos e começou a gritar:
_ Fim das guerras. Fim das guerras.
O A novamente falou:
_ Que bom que tudo acabou bem. Na sua tristeza, o F nem percebeu que é ele que começa uma das palavras mais bonitas da nossa língua.
_ Qual, disse o Q?
O A, muito sorridente, respondeu:
_FELICIDADE.


COMO CONTAR A HISTÓRIA
Coloque os alunos ao teu redor, num carpete, tapete ou lençol. Na sua frente, um jardim de isopor pintado de verde com capim de papel crepom. Pode enfeitar com pedrinhas de isopor pintadas de marrom ou pedrinhas reais.
As letras podem ser de E.V.A ou papel grosso (caixinhas) em formato de flor ou apenas no formato da própria letra coladas em palitos de picolé, de churrasco ou de garrafas PET (verdes) cortadas ao comprido.
Vá contando a história e vá fincando as letrinhas no jardim (isopor).
Depois as crianças podem levar as letrinhas para casa como lembrancinhas do dia da alfabetização.
Crie outras atividades com as letras

- formação dos nomes dos alunos.




FONTE: Prazer de ensinar





HISTORINHA DAS VOGAIS

Quando nasce uma família
Andava pela floresta uma letrinha muito triste porque não tinha com quem brincar, ela se chamava A (todos repetem AAAAAAAAA)
De repente ela encontrou um lápis pulando, pulando e desenhando muitos animais, parecia mágica: ele dava um pulo e aparecia uma joaninha, se arrastava pelo chão e vejam uma cobra.
Então como ela era muito esperta teve uma idéia:
- Seu lápis, seu lápis, será que o senhor não pode desenhar um amigo pra mim.
Assim não vou ficar tão sozinha.
- Claro menininha A eu vou desenhar sim.
De um salto deu uma estrelinha e vejam desenhou a letra E (eeeeeeeeeee)
E os dois saíram de mãos dadas brincando de cerecece, até enjoarem.
- E agora enjoei de brincar só de cerececê, será que o lápis não faz mais um amiguinho pra nós?
E começaram a gritar porque o lápis já estava chegando á avenida
- Seu lápis, seu lápis espera aí a gente cansou de brincar de cerececê, desenha mais um amiguinho, vai seu lápis.
E o lápis que estava louco para ir embora respondeu:
- tá bom, tá bom
E desenhou a letra I (iiiiiiiiiiiiiiiiiiiii) e eles ficaram maravilhados brincaram de esconde- esconde, pega-pega. Foi quando a letra E disse:
- caramba e o futebol, eu adoro brincar de futebol...
E adivinhem o que eles fizeram: isso mesmo saíram os três atrás do lápis que já estava quase subindo no ônibus
- espera aí, espera aí, seu lápis volta aqui, por favor
E o lápis voltou correndo pra ver o que tinha acontecido, correu ou melhor pulou que nem doido:
- pode falar o que houve agora ufa, ufa
- é que a gente não consegue brincar de futebol
- ha, já sei vocês querem mais amiguinhos, acertei?
- é isso, é isso, vai seu lápis a gente promete que não pertuba mais.
- tá bom, eu vou desenhar a letrinha O (ooooooooooo) e vou desenhar também a letrinha
U (uuuuuuuuuu) pra vocês se divertirem a vontade, porque ainda tenho muito que escrever e desenhar por aí, não posso mais ficar aqui.
Então o lápis saiu pulando, rodopiando subiu no ônibus e gritou:
Façam um gooool pra mim....
Assim nasceu a família das vogais (vamos lembrar?)

A - E - I - O - U

Obs. O interessante é que conforme formos narrando a história, desenharmos na lousa os personagens na ordem que vão aparecendo, os bichos, o ônibus o lápis pulando pra cá e pra lá, balões de fala dos personagens.
Claro cada professora tem seu próprio ritmo, portanto podemos fazer uma história em quadrinhos na lousa (conforme formos narrando) ou apenas desenhando as letras personificadas...
Autora: Vera Pontes


Era uma vez um vô e uma vó. Um dia o vô acordou e disse:




- Vá, minha velha, e faça um bolinho gostoso pra gente comer.

A Velha pegou dois punhados de farinha, recheou a massa com creme de leite,formou um




bolinho redondinho e pôs fogo pra assar.
O bolinho ficou dourado e cheiroso, e a vó o colocou na janela pra esfriar.


No começo o bolinho ficou lá, bem quieto.
Mas logo cansou de estar parado e começou a rolar.



Rolou da janela pra cadeira, da cadeira pro assoalho, do assoalho pra porta, e foi rolando pela porta afora até cair no quintal.



E foi rolando e rolando, do quintal pra porteira e da porteira pra fora, atéchegar na estrada. E lá se foi o bolinho rolando pela estrada, até que encontrou uma lebre.
- Bolinho, Bolinho, eu vou papar você - disse a lebre.



- Não me pape não, dona lebre - disse o Bolinho.
- Deixe eu cantar uma canção pra você:
"Eu sou um Bolinho,
Redondo e fofinho,
De creme recheado,
Na manteiga assado,
Deixaram-me esfriando,
Mas eu fugi rolando!
O vô não me pegou,
A vó não me pegou,
Nem você, dona Lebre,
Vai me pegar!"


E saiu rolando, antes que a Lebre pudesse piscar um olho.
Rola que rola, até que encontrou um Lobo.


- Bolinho, Bolinho, eu vou papar você - disse o Lobo.
- Não me pape não, deixe eu cantar uma canção pra você:



"Eu sou um Bolinho,
Redondo e fofinho,
De creme recheado,
Na manteiga assado,
Deixaram-me esfriando,
Mas eu fugi rolando!
O vô não me pegou,
A vó não me pegou,
A Lebre não me pegou,
Nem você, Lobo bobo,
Vai me pegar!"

E saiu rolando, antes que o Lobo pudesse piscar um olho. Rola que rola, até que encontrou uma Raposa.
- Bolinho, Bolinho, pra onde vai rolando? - perguntou a Raposa.
- Pela estrada afora, como você está vendo.
- Bolinho, Bolinho, cante-me uma canção - pediu a Raposa. E o Bolinho cantou:

"Eu sou um Bolinho,
Redondo e fofinho,
De creme recheado,
Na manteiga assado,
Deixaram-me esfriando,
Mas eu fugi rolando!
O vô não me pegou,
A vó não me pegou,
A Lebre não me pegou,
O Lobo não me pegou,
Nem você, dona Raposinha,
Vai me pegar!"
E a Raposa disse então:
- Que bela canção, Bolinho!


Pena que eu sou dura de ouvido, não escuto muito bem. Lindo Bolinho, pula no meu focinho, fica mais pertinho, pra ouvir você direitinho!
O Bolinho pulou no focinho da Raposa, e a Raposa, nhoc!, papou o Bolinho!!!!





Para trabalhar essa história é preciso fazer uma super dobradura!!!



-Eu sou o sapo bocarrão e como moscas!-disse o sapo bocarrão espichando a língua comprida e grudenta.
E lá se foi o sapo dando seus pulinhos. De repente ele deu de cara com um passarinho azul
-Eu sou o sapo bocarrão e como moscas! Disse o sapo bocarrão
-E você, passarinho, come o quê?
-Como minhocas torcidas, como lesmas...-respondeu ele, fechando o bico pontudo num estalo.
Em seguida o sapo bocarrão encontrou um rato castanho peludo.
-Eu sou o sapo bocarrão e como moscas! Disse o sapo bocarrão
-E você, amigo rato, come o quê?
-Como sementes crocantes, frutinhas com muito suco! - disse o rato, balançando os bigodes.
O sapo bocarrão ainda estava pegando moscas quando apareceu um enorme crocodilo verde.
-Eu sou o sapo bocarrão e como moscas! - disse o sapo bocarrão.
-E você, crocodilo, come o quê?
-Como sapos gostosos de boca bem grande - respondeu o crocodilo, mostrando os dentes brancos pontudos.
O sapo bocarrão parou de pegar moscas e arregalou os olhos. Depois fez um biquinho e encheu a boca o mais que pôde.
-Ahhhh! Uma coisa tão difícil de encontrar, não é mesmo? - disse ele, e pulou no lago fazendo...
Splash!






































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